eu não vejo a hora de acontecer. não vejo a hora de sentir o cheiro da cidade de novo. não vejo a hora de descer as escadas do metro correndo por estar muito atrasada. não vejo a hora de fumar um cigarro acompanhado de um café numa noite fria e chuvosa. não vejo a hora de trocar olhares no metro com desconhecidos lindos. passear de trem pro outro lado da cidade e admirar cada casa, cada árvore, cada canto dos pássaros. não vejo a hora de voltar, beijar seu chão e dizer “voltei, voltei pra minha terra, pra onde meu coração bate mais forte, pra onde eu posso dizer que sou feliz”. não vejo a hora de voltar e assistir toda aquela magnitude. não vejo a hora de sentir a chuva caindo em meus cabelos e ter que correr em busca de abrigo. não vejo a hora de ter meu canto, de olhar pra janela e ver, seja a torre, seja a catedral, sejam os seus telhados ou o prédio enorme. não vejo a hora de tirar essa ânsia do meu peito, de tirar esse nó na garganta. não vejo a hora de chegar e chorar de saudade, de quanta falta em senti de você. de chorar tudo o que eu não consegui fazer em janeiro porque não era a hora, eu não iria ficar, não era o momento. não vejo a hora de chegar , acordar de manhã e precisar ir a padaria. não vejo a hora de chegar e ver seus museus. não vejo a hora de chegar e ver seus jardins cheios de pessoas e arte. não vejo a hora de chegar e me perder com tanta beleza pelas suas ruelas. não vejo a hora de chegar naquela sua bonita avenida e me divertir com os turistas, me encantar nas vitrines. não vejo a hora de jantar ou almoçar em seus restaurantes. não vejo a hora de dizer que enfim cheguei e que não irei mais embora. não vejo a hora de chegar, não aguento mais esse sentimento me sufocando. não vejo a hora.

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Inventerai che non hai tempo
Inventerai che tutto è spento
Inventerai che ora ti ami un po’ di più
Inventerai che ora sei forte
E chiuderai tutte le porte
Ridendo troverai una scusa
Una in più..

se eu disse e interpretasse o quanto essa música fala de mim, não ia ter palavras, espaço e lágrimas que coubessem

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fiz uma promessa. prometi que hoje foi meu último corte de cabelo, prometi deixá-lo crescer até a mudança. prometi e prometo que em fevereiro de 2017 estarei mudando pra minha cidade da luz, minha cidade do amor, cidade dos meus encantos maravilhosos. prometi que meu próximo corte de cabelo será em 2017, em fevereiro de 2017, num salão nessa cidade. prometo que aqui, no máximo cortarei a franja ou irei tirar as pequenas pontas duplas do cabelo. prometi que deixarei crescer e lá terei um novo corte, um corte como de costume. prometi que em Paris tudo irá mudar, e que pra cá deixarei só a felicidade do passado. prometi que lá vou construir meu futuro de verdade. prometi que promessa finalmente será cumprida e realizada.

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A saudade sincera

A saudade apareceu aqui outro dia. Queria prosear com o amor. Pediu um café, e disse que não ia se alongar muito no assunto. Só queria colocar uns pingos nuns i’s e seguir seu caminho. A saudade estava séria, tranquila, serena. Contou pro amor que ele deveria saber perdoar, saber compreender. Pediu ao amor pra ser forte, ser convicto. Ele não deveria ter medo do futuro, disse que à Deus pertence mas quem o faz é o próprio amor. Disse pro amor se arriscar mais, se arriscar no novo, naquela escuridão que apavora mas logo se enche de luz. O amor ouviu também que precisa aprender a compreender o coração e a razão juntos, por igual, por inteiro. A saudade soou dolorida no peito, forte demais. O amor tinha que aprender mais, aprender a controlar seus impulsos, seus desejos pelo que não te preenche mais. Pelo que te dá satisfação por cinco minutos e depois te dói. O amor precisava esquecer aquele desamor. A saudade que o amor deveria se acalmar, encher o coração de conhecimentos, de reflexão. Essa saudade estava tão verdadeira que me enchia os olhos d’água. Ela pediu pro amor encontrar com a paz. Teriam muito o que conversar. O amor só assentiu e engoliu suas lágrimas abraçando a saudade. Pediu desculpas, e agradeceu por tanto carinho. A saudade se foi, seguiu seu caminho preocupada com o amor sofrido e temendo ter que voltar a encontra-lo mais dolorido. Mas em seu caminho, ela rezou pela paz naquele amor encontrar

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O amor me diz tantas verdades, tantas mentirAs. O amor é cruel. Ele também sente dor, também chora. Já me disseram que é uma tal de ferida que se tem e não se sente. Concordo, mas discordo de se um contentamento descontente. É um contentamento contente, contido algumas vezes. Voraz em outras. Mas nunca descontente. Descontentaçao não te da amor, não te traz amor. O amor conversa comigo todos os dias. Conversa devagar, conversa baixo. As vezes ele grita de me deixar surda, outras encabulada. O amor me faz promessas, me faz juras. Mas ele esquece algumas, lembra de outras e surpreende sempre. Quando decidi conversar com o amor, decidi me abrir a ele. Me confessar de pés juntos, me dedicar. Decidi que precisava saber o que era amar, saber o que é ser amado. Saber o que é o amor. Mas nunca irei entendê-lo de verdade. Só consigo entender que sou feliz amando, que sou feliz sendo amada. Mesmo sabendo desse amor inconstante, torto, mas amor verdadeiro, que ninguém nunca irá arrancar de mim. Ah, esse amor…

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senti que sinto saudade, sinto que sempre sinto saudade
saudade que sinto e não deixo de sentir
sentirei e não deixarei sentindo
saudade todo dia, saudade apertada, saudade que dói
sinto sentindo, sentindo sinto e assim vou sentindo com meus sentimentos
sinto que deveria sentir menos, mas sinto cada vez mais
saudade apertada que não me larga e não aguento mais sentir
saudade que sinto
sinto que sentirei ainda por mais tempo até esquecer
ou até você aparecer sentindo

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eles sempre dizem “você vai voltar, esse é seu lar” e estou acreditando dia a dia que irei voltar, que irei pra ficar, que o dia em que chegar beijarei seu chão, chorarei e sentirei todo teu amor de encontro ao meu, o teu abraço em torno de mim e teu carinho tão saudoso em meus pensamentos e ao mesmo tempo tão presente. estou voltando, e aí é meu lugar, falta pouco, estou chegando

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